Os ânimos alegres, ressoando;
Dos Mouros os batéis, o mar coalhavam,
Os toldos pelas águas arrojando;
As bombardas horríssonas bramavam,
Com as nuvens de fumo o Sol tomando;
Amiúdam−se os brados acendidos,
Tapam com as mãos os Mouros os ouvidos.
terça-feira, 1 de Janeiro de 2008
segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
Nos de sua companhia se mostrava
Da tinta, que dá o múrice excelente,
A vária cor, que os olhos alegrava,
E a maneira do trajo diferente.
Tal o formoso esmalte se notava
Dos vestidos, olhados juntamente,
Qual aparece o arco rutilante
Da bela Ninfa, filha de Taumante.
A vária cor, que os olhos alegrava,
E a maneira do trajo diferente.
Tal o formoso esmalte se notava
Dos vestidos, olhados juntamente,
Qual aparece o arco rutilante
Da bela Ninfa, filha de Taumante.
domingo, 30 de Dezembro de 2007
De botões douro as mangas vêm tomadas
Onde o Sol reluzindo a vista cega;
As calças soldadescas recamadas
Do metal, que Fortuna a tantos nega,
E com pontas do mesmo delicadas
Os golpes do gibão ajunta e achega;
Ao Itálico modo a áurea espada;
Pluma na gorra, um pouco declinada.
As calças soldadescas recamadas
Do metal, que Fortuna a tantos nega,
E com pontas do mesmo delicadas
Os golpes do gibão ajunta e achega;
Ao Itálico modo a áurea espada;
Pluma na gorra, um pouco declinada.
sábado, 29 de Dezembro de 2007
Não menos guarnecido o Lusitano
Nos seus batéis, da frota se partia
A receber no mar o Melindano,
Com lustrosa e lograda companhia.
Vestido o Gama vem ao modo Hispano,
Mas Francesa era a roupa que vestia,
De cetim da Adriática Veneza
Carmesi, cor que a gente tanto preza.
A receber no mar o Melindano,
Com lustrosa e lograda companhia.
Vestido o Gama vem ao modo Hispano,
Mas Francesa era a roupa que vestia,
De cetim da Adriática Veneza
Carmesi, cor que a gente tanto preza.
sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007
Com um redondo emparo alto de seda
Numa alta e dourada hástia enxerido,
Um ministro à solar quentura veda.
Que não ofenda e queime o Rei subido.
Música traz na proa, estranha e leda,
De áspero som, horríssono ao ouvido,
De trombetas arcadas em redondo,
Que, sem concerto, fazem rudo estrondo.
Um ministro à solar quentura veda.
Que não ofenda e queime o Rei subido.
Música traz na proa, estranha e leda,
De áspero som, horríssono ao ouvido,
De trombetas arcadas em redondo,
Que, sem concerto, fazem rudo estrondo.
quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007
Cabaia de Damasco rico e dino
Da Tíria cor, entre eles estimada,
Um colar ao pescoço, de ouro fino,
Onde a matéria da obra é superada,
C'um resplendor reluze adamantino;
Na cinta, a rica bem lavrada;
Nas alparcas dos pés, em fim de tudo,
Cobrem ouro e aljôfar ao veludo.
Um colar ao pescoço, de ouro fino,
Onde a matéria da obra é superada,
C'um resplendor reluze adamantino;
Na cinta, a rica bem lavrada;
Nas alparcas dos pés, em fim de tudo,
Cobrem ouro e aljôfar ao veludo.
quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007
Um batel grande e largo, que toldado
Vinha de sedas de diversas cores,
Traz o Rei de Melinde, acompanhado
De nobres e seu Reino e de senhores:
Vem de ricos vestidos adornado,
Segundo seus costumes e primores;
Na cabeça uma fota guarnecida
De ouro, e de seda e de algodão tecida.
Traz o Rei de Melinde, acompanhado
De nobres e seu Reino e de senhores:
Vem de ricos vestidos adornado,
Segundo seus costumes e primores;
Na cabeça uma fota guarnecida
De ouro, e de seda e de algodão tecida.
terça-feira, 25 de Dezembro de 2007
Viam−se em derredor ferver as praias
segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
Mas já o Céu inquieto revolvendo
domingo, 23 de Dezembro de 2007
Respondem−lhe da terra juntamente
sábado, 22 de Dezembro de 2007
Não faltam ali os raios de artifício
sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
Isto disse; e nas águas se escondia
quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
Porém, como a luz crástina chegada
quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
De não sair em terra toda a gente
terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
E com risonha vista e ledo aspeito
segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007
Assim dizia; e todos juntamente
domingo, 16 de Dezembro de 2007
E porque é, de vassalos o exercício
sábado, 15 de Dezembro de 2007
E não cuides, ó Rei, que não saísse
sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007
Mas tu, e quem mui certo confiamos
quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Que geração tão dura há hi de gente
quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
Não somos roubadores, que passando
terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Sublime Rei, a quem do Olimpo puro
segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
Manda mais um, na prática elegante
domingo, 9 de Dezembro de 2007
Recebe o Capitão alegremente
sábado, 8 de Dezembro de 2007
São oferecimentos verdadeiros
sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007
O Rei, que já sabia da nobreza
quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007
Enche−se toda a praia Melindana
quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Quando chegava a frota àquela parte
terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Era no tempo alegre, quando entrava
segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
Louvam do Rei os Mouros a bondade
domingo, 2 de Dezembro de 2007
E como o Gama muito desejasse
sábado, 1 de Dezembro de 2007
Não é o outro que fica tão manhoso
sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
Tinha uma volta dado o Sol ardente
quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
Mas já as agudas proas apartando
quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
Neste tempo, que as âncoras levavam
terça-feira, 27 de Novembro de 2007
Dai velas, disse, dai ao largo vento
segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Isto Mercúrio disse, e o sono leva
domingo, 25 de Novembro de 2007
Vai−te ao longo da costa discorrendo
sábado, 24 de Novembro de 2007
Não tens aqui senão aparelhado
sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
Quando Mercúrio em sonhos lhe aparece
quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
No feio caminho a noite tinha anelado
quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
Dali para Mombaça logo parte
terça-feira, 20 de Novembro de 2007
Consigo a Fama leva, por que diga
segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
Já pelo ar o Cileneu voava
domingo, 18 de Novembro de 2007
Como isto disse, manda o consagrado
sábado, 17 de Novembro de 2007
De modo, filha minha, que de jeito
sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
Como vereis o mar fervendo aceso
quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
Nunca com Marte instructo e furioso
quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
Vereis a fortaleza sustentar−se
terça-feira, 13 de Novembro de 2007
Goa vereis aos Mouros ser tomada
segunda-feira, 12 de Novembro de 2007
Vereis a inexpugnábil Dio forte
domingo, 11 de Novembro de 2007
E vereis o mar Roxo, tão famoso
sábado, 10 de Novembro de 2007
Vereis a terra, que a água lhe tolhia
sexta-feira, 9 de Novembro de 2007
Vereis este, que agora pressuroso
quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
Fortalezas, cidades e altos muros
quarta-feira, 7 de Novembro de 2007
Que se o facundo Ulisses escapou
terça-feira, 6 de Novembro de 2007
Formosa filha minha, não temais
segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
E co'o seu apertando o rosto amado
domingo, 4 de Novembro de 2007
E destas brandas mostras comovido
sábado, 3 de Novembro de 2007
Mas moura enfim nas mãos das brutas gentes
sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
Este povo que é meu, por quem derramo
quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
Sempre eu cuidei, ó Padre poderoso
quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
E mostrando no angélico semblante
terça-feira, 30 de Outubro de 2007
C'um delgado sendal as partes cobre
segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Os crespos fios d'ouro se esparziam
domingo, 28 de Outubro de 2007
E por mais namorar o soberano
sábado, 27 de Outubro de 2007
E como ia afrontada do caminho,
sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Ouviu−lhe essas palavras piedosas
quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
E se te move tanto a piedade
quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Bem nos mostra a divina Providência
terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Ó caso grande, estranho e não cuidado
segunda-feira, 22 de Outubro de 2007
Vendo o Gama, atentado, a estranheza
domingo, 21 de Outubro de 2007
Assim fogem os Mouros; e o piloto
sábado, 20 de Outubro de 2007
Assim como em selvática alagoa
sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
Ei−los subitamente se lançavam
quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
A celeuma medonha se alevanta
Torna para detrás a nau forçada
quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
Quais para a cova as próvidas formigas
terça-feira, 16 de Outubro de 2007
Põe−se a Deusa com outras em direito
segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
Nos ombros de um Tritão, com gesto aceso
domingo, 14 de Outubro de 2007
Já na água erguendo vão, com grande pressa
sábado, 13 de Outubro de 2007
Convoca as alvas filhas de Nereu
sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
As âncoras tenaces vão levando
quinta-feira, 11 de Outubro de 2007
Na terra, cautamente aparelhavam
quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Com isto o nobre Gama recebia
terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Dizem−lhe os que mandou, que em terra
segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Dizem−lhe os que mandou, que em terra
domingo, 7 de Outubro de 2007
Tornam da terra os Mouros co'o recado
sábado, 6 de Outubro de 2007
Aqui foram de noite agasalhados
sexta-feira, 5 de Outubro de 2007
Aqui os dous companheiros conduzidos
quinta-feira, 4 de Outubro de 2007
Ali tinha em retrato afigurada
quarta-feira, 3 de Outubro de 2007
Mas aquele que sempre a mocidade
terça-feira, 2 de Outubro de 2007
E depois que ao Rei apresentaram
segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
E por estes ao Rei presentes manda
domingo, 30 de Setembro de 2007
E de alguns que trazia condenados
sábado, 29 de Setembro de 2007
Pergunta−lhe depois, se estão na terra
sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
Ao mensageiro o Capitão responde
quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
E se buscando vás mercadoria
quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
E porque está em extremo desejoso
terça-feira, 25 de Setembro de 2007
Dentre eles um, que traz encomendado
segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Já neste tempo o lúcido Planeta
domingo, 23 de Setembro de 2007
No mar tanta tormenta, e tanto dano,
sábado, 22 de Setembro de 2007
O recado que trazem é de amigos,
sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
E sendo a ela o Capitão chegado,
quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Estava a ilha à terra tão chegada,
quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Também nestas palavras lhe mentia,
terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Mas o malvado Mouro, não podendo
segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
Para lá se inclinava a leda frota;
domingo, 16 de Setembro de 2007
O mesmo o falso Mouro determina,
sábado, 15 de Setembro de 2007
E diz−lhe mais, com o falso pensamento
sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
Mas o Mouro, instruído nos enganos
quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Desta arte despedida a forte armada,
quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
O Capitão, que já lhe então convinha
terça-feira, 11 de Setembro de 2007
Pazes cometer manda arrependido
segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Tornam vitoriosos para a armada,
domingo, 9 de Setembro de 2007
Uns vão nas almadias carregadas,
sábado, 8 de Setembro de 2007
Fugindo, a seta o Mouro vai tirando
sexta-feira, 7 de Setembro de 2007
Não se contenta a gente Portuguesa,
quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
Eis nos batéis o fogo se levanta
quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Qual no corro sanguino o ledo amante,
terça-feira, 4 de Setembro de 2007
Andam pela ribeira alva, arenosa,
segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
Mas os Mouros que andavam pela praia,
domingo, 2 de Setembro de 2007
E mais também mandado tinha a terra,
sábado, 1 de Setembro de 2007
Já o raio Apolíneo visitava
sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
E busca mais, para o cuidado engano,
quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
Tanto que estas palavras acabou,
quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
"E se inda não ficarem deste jeito
terça-feira, 28 de Agosto de 2007
E também sei que tem determinado
segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
E sabe mais, lhe diz, como entendido
domingo, 26 de Agosto de 2007
E entrando assim a falar−lhe a tempo e horas
sábado, 25 de Agosto de 2007
Isto dizendo, irado e quase insano,
sexta-feira, 24 de Agosto de 2007
"Não será assim, porque antes que chegado
quinta-feira, 23 de Agosto de 2007
Já quiseram os Deuses que tivesse
quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
Está do fado já determinado,
terça-feira, 21 de Agosto de 2007
Do claro assento etóreo o grão Tebano,
segunda-feira, 20 de Agosto de 2007
Partiu−se Disto enfim coa companhia,
domingo, 19 de Agosto de 2007
Tamanho o ódio foi, e a má vontade,
sábado, 18 de Agosto de 2007
Pilotos lhe pedia o Capitão,
sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
Porém disto, que o Mouro aqui notou,
quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
As bombas vêm de fogo, e juntamente
quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
Isto dizendo, manda os diligentes
terça-feira, 14 de Agosto de 2007
Deste Deus−Homem, alto e infinito
segunda-feira, 13 de Agosto de 2007
A lei tenho daquele, a cujo império
domingo, 12 de Agosto de 2007
Responde o valeroso Capitão
sábado, 11 de Agosto de 2007
E mais lhe diz também, que ver deseja
sexta-feira, 10 de Agosto de 2007
Está a gente marítima de Luso
quinta-feira, 9 de Agosto de 2007
Recebe o Capitão alegremente
quarta-feira, 8 de Agosto de 2007
Partia alegremente navegando,
terça-feira, 7 de Agosto de 2007
Mas assim como a Aurora marchetada
segunda-feira, 6 de Agosto de 2007
Da Lua os claros raios rutilavam
domingo, 5 de Agosto de 2007
A noite se passou na lassa frota
sábado, 4 de Agosto de 2007
Isto dizendo, o Mouro se tornou
sexta-feira, 3 de Agosto de 2007
"E já que de tão longe navegais,
quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
Esta ilha pequena, que habitamos,
quarta-feira, 1 de Agosto de 2007
Somos, um dos das ilhas lhe tornou,
terça-feira, 31 de Julho de 2007
"E por mandado seu, buscando andamos
segunda-feira, 30 de Julho de 2007
Do mar temos corrido e navegado
domingo, 29 de Julho de 2007
Comendo alegremente perguntavam,
sábado, 28 de Julho de 2007
Não eram ancorados, quando a gente
sexta-feira, 27 de Julho de 2007
Co'os panos e co'os braços acenavam
quinta-feira, 26 de Julho de 2007
De panos de algodão vinham vestidos,
quarta-feira, 25 de Julho de 2007
As embarcações eram, na maneira,
terça-feira, 24 de Julho de 2007
Eis aparecem logo em companhia
segunda-feira, 23 de Julho de 2007
Vasco da Gama, o forte capitão,
domingo, 22 de Julho de 2007
Tão brandamente os ventos os levavam,
sábado, 21 de Julho de 2007
Enquanto isto se passa na formosa
sexta-feira, 20 de Julho de 2007
Como isto disse, o Padre poderoso
quinta-feira, 19 de Julho de 2007
"E tu, Padre de grande fortaleza,
quarta-feira, 18 de Julho de 2007
Que, se aqui a razão se não mostrasse
terça-feira, 17 de Julho de 2007
E disse assim: Ó Padre, a cujo império
segunda-feira, 16 de Julho de 2007
A viseira do elmo de diamante
domingo, 15 de Julho de 2007
Mas Marte, que da Deusa sustentava
sábado, 14 de Julho de 2007
Qual Austro fero, ou Bóreas na espessura
sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Estas causas moviam Citereia
quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Sustentava contra ele Vénus bela
quarta-feira, 11 de Julho de 2007
Vê que já teve o Indo sojugado
terça-feira, 10 de Julho de 2007
Ouvido tinha aos Fados que viria
segunda-feira, 9 de Julho de 2007
Estas palavras Júpiter dizia
domingo, 8 de Julho de 2007
"E porque, como vistes, têm passados
sábado, 7 de Julho de 2007
Prometido lhe está do Fado eterno
sexta-feira, 6 de Julho de 2007
Agora vedes bem que, cometendo
quinta-feira, 5 de Julho de 2007
Deixo, Deuses, atrás a fama antiga
quarta-feira, 4 de Julho de 2007
Já lhe foi (bem o vistes) concedido
terça-feira, 3 de Julho de 2007
Eternos moradores do luzente
segunda-feira, 2 de Julho de 2007
Em luzentes assentos, marchetados
domingo, 1 de Julho de 2007
Estava o Padre ali sublime e dino
sábado, 30 de Junho de 2007
Deixam dos sete Céus o regimento
sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Quando os Deuses no Olimpo luminoso
quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Já no largo Oceano navegavam
quarta-feira, 27 de Junho de 2007
Mas enquanto este tempo passa lento
terça-feira, 26 de Junho de 2007
Em vós se vêm da olímpica morada
segunda-feira, 25 de Junho de 2007
Em vós os olhos tem o Mouro frio
domingo, 24 de Junho de 2007
E enquanto eu estes canto, e a vós não posso
sábado, 23 de Junho de 2007
Nem deixarão meus versos esquecidos
sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Pois se a troco de Carlos, Rei de França
quinta-feira, 21 de Junho de 2007
Por estes vos darei um Nuno fero
quarta-feira, 20 de Junho de 2007
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas
terça-feira, 19 de Junho de 2007
Vereis amor da pátria, não movido
segunda-feira, 18 de Junho de 2007
Inclinai por um pouco a majestade
domingo, 17 de Junho de 2007
Vós, poderoso Rei, cujo alto Império
sábado, 16 de Junho de 2007
Vós, tenro e novo ramo florescente
sexta-feira, 15 de Junho de 2007
E vós, ó bem nascida segurança
quinta-feira, 14 de Junho de 2007
Dai−me uma fúria grande e sonorosa,
quarta-feira, 13 de Junho de 2007
E vós, Tágides minhas, pois criado
terça-feira, 12 de Junho de 2007
Cessem do sábio Grego e do Troiano
segunda-feira, 11 de Junho de 2007
E também as memórias gloriosas
domingo, 10 de Junho de 2007
As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram.
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram.
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